Mercado de Trabalho: Aposentadoria e recontratação crescente de profissionais Sênior

Um estudo global patrocinado pelo HSBC, “O Futuro da Aposentadoria”,

está agora em seu quarto ano e engloba 21.000 pessoas

entrevistadas com idades entre 40 e 79 anos, em 21 países e territórios em todo o mundo; foi a maior pesquisa desse tipo já realizada.

A pesquisa aponte que em uma série de economias, as proporções (especialmente entre os mais jovens que trabalham) que ainda não pensaram a esse respeito são bastante significativas. É o que ocorre no Brasil (45%), México (41%), Rússia (32%), Cingapura (30%) e Taiwan (30%), e isso pode ser um reflexo do atraso na aceitação cultural da aposentadoria como sendo uma fase da vida que deve ser planejada.

Em relação a outros países, o Brasil tem a maior proporção (entre os países pesquisados nas Américas) de pessoas que temem doença/ incapacidade e dependência e, junto com o México, tem a maior proporção de pessoas que temem não dispor de fundos suficientes para uma aposentadoria confortável, assim, a questão financeira é ponto relevante no debate sobre a vida pós-trabalho, além da vontade de continuar ativo e produzindo após este período; fazendo com a aposentadoria seja deixada para uma idade mais avançada.

Felizmente por outro lado, muitas empresas tem recorrido a recursos humanos mais experientes para sanar diversos dilemas organizacionais. Tal fato foi confirmado através de pesquisa recente no Brasil, feita pela Consultoria Hays, a qual afirma que para encontrar mão de obra especializada as empresas estão voltando olhares para profissionais que já saíram do mercado; este levantamento aponta que 20% das empresas disseram contratar profissionais aposentados.

Metade dessas contratações acontecem em função da necessidade de profissionais com vivência na área de atuação e experiência em projetos específicos. A volta ao mercado é percebida principalmente em cargos técnicos: 72% das empresas recrutam aposentados para essa função; além de cargos de diretoria (33%), gerência (28%), conselho (17%) e presidência (6%).

Com base nestas tendências, a InterAge desenvolve um trabalho junto ao RH das organizações com o intuito de identificar como essa realidade se configura dentro das empresas a fim de potencializar resultados de acordo com a cultura organizacional, seja através de novas contratações, diminuição de conflitos geracionais, dentre outras propostas.

 

Créditos: Editora Abril/ Revista Você RH

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